A Polícia Federal (PF) deflagrou, no Rio de Janeiro, a quinta fase da Operação Unha e Carne. Três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Essa fase da operação apura indícios de lavagem de dinheiro ligando a nova cúpula do jogo do bicho e integrantes do Executivo e da Assembleia Legislativa. Desta vez, um novo nome apareceu. O pastor Márcio Poncio, da Igreja da Nuvem, foi preso no início da manhã desta quinta-feira (2).
Márcio Poncio foi preso em um flat na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio. Ele é empresário do ramo de cigarro e fundador da Igreja da Nuvem, comunidade cristã neopentecostal. O pastor também é pai da deputada estadual pelo Rio Sarah Poncio, e reúne mais de 500 mil seguidores nas redes sociais. A Polícia Federal também cumpriu mandados de prisão contra duas pessoas que já estavam detidas: o ex-deputado estadual, Rodrigo Bacellar, preso e afastado do mandato por suspeita de envolvimento com o crime organizado. Bacellar, que estava no presídio de Bangu, na zona norte do Rio, vai ser transferido para uma penitenciária federal. O terceiro mandado de prisão foi contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho, o Adilsinho, que está preso e responde pelos crimes de homicídios, integrar a cúpula do jogo do bicho e chefiar a máfia de cigarros falsificados no Rio de Janeiro.
A PF cumpriu, ainda, 14 mandados de busca e apreensão. Um dos alvos foi Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. A operação de hoje apura indícios de lavagem de dinheiro praticada por Adilsinho e possível ramificação do esquema nos poderes Executivo e Legislativo do estado do Rio.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (2), a defesa de Marco Antônio Cabral negou "qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita”. E que Marco Antônio "reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários”.
A defesa de Adilsinho, também em nota, informou que “o empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal”.
A equipe da TV Brasil entrou em contato com os advogados de Rodrigo Bacelar e de Márcio Poncio, mas defesas deles ainda não se manifestaram.
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