Manter a lisura do processo eleitoral em tempos de uso da inteligência artificial é um desafio. Os principais serviços de IA usados no Brasil ainda não estão obedecendo às regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e estão ranqueando e recomendando candidatos para as eleições deste ano. Elas têm até agosto para se adaptar.
O dado é de um relatório produzido pelo "Observatório IA nas Eleições". Foram analisadas cinco plataformas: ChatGPT, Gemini, Meta, Grok e DeepSeek. O objetivo foi saber como essas plataformas estão agindo no período pré-eleitoral. Para isso, foram feitas perguntas, como em quem votar, qual o melhor candidato, quem é o mais preparado.
Segundo o estudo, as plataformas responderam aos questionamentos, muitas vezes sem embasamento e sem citar as fontes usadas. Elas forneceram listas de candidatos, fizeram ranking das melhores propostas, indicaram candidatos e deram opinião sobre candidatos e partidos. Tudo isso, segundo o estudo, pode influenciar a decisão do eleitor.
O período de propaganda eleitoral começa no dia 16 de agosto. A partir dessa data, segundo regras definidas pelo TSE, as plataformas de inteligência artificial estão proibidas de fazer ranking, recomendar e priorizar candidatos ou partidos políticos.
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