O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8) que o cessar-fogo com o Irã acabou. Os dois países voltaram a trocar ataques, aumentando a tensão no Oriente Médio. Donald Trump disse, nesta manhã, que o acordo provisório com o Irã acabou. A declaração foi feita a jornalistas durante a cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia, horas depois de ataques mútuos terem, mais uma vez, posto à prova o acordo preliminar entre os dois países.
"Para mim, acho que acabou. Não quero mais lidar com eles. Eles são escória. São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes. São pessoas cruéis e violentas. E, se tivessem uma arma nuclear, a usariam. Para mim, acabou”, afirmou Trump.
Na noite de ontem, militares americanos atacaram dezenas de alvos no Irã, depois de Teerã ter atingido três navios mercantes no Estreito de Ormuz. Washington também restabeleceu sanções ao petróleo iraniano, revogando assim a capacidade do país de vender petróleo bruto livremente no mercado mundial.
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter atacado mais de 80 alvos no Irã, incluindo mais de 60 embarcações pertencentes à Guarda Revolucionária no Estreito de Ormuz. A mídia iraniana relatou explosões durante a noite na cidade portuária de Sirik, situada no estreito, e na ilha de Qeshm. Também houve relatos de explosões perto da cidade de Bandar Abbas.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado 85 alvos em instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait. Os ataques ocorrem durante o funeral do antigo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro.
As negociações para um acordo final para o fim da guerra deveriam começar após o enterro de Khamenei, na quinta-feira, e se concentrar nas questões mais difíceis, incluindo a reabertura total do Estreito de Ormuz e o destino do programa nuclear iraniano.
No mês passado, Teerã e Washington haviam assinado um memorando de entendimento com o objetivo de prorrogar o cessar-fogo e negociar o fim do conflito em todas as frentes. Mas atualmente as conversas entre os dois países estão paralisadas, e um dos principais pontos de divergência é a cobrança de taxas, pelo Irã, para permitir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz.
O Irã insiste que não permitirá, sob nenhuma circunstância, interferência em questões relacionadas ao estreito ou à sua administração e que a única rota segura para navios comerciais e petroleiros através do estreito é aquela designada por Teerã.
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