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Acidente de helicóptero no RJ mata três turistas colombianas e piloto

Repórter Brasil Tarde

No AR em 10/08/2026 - 12:45

Está sendo velado nesta segunda-feira (10) o corpo do piloto Alessandro Rocha, vítima da queda de um helicóptero no último sábado, no Rio de Janeiro. Outras três mulheres colombianas, que estavam fazendo uma viagem de férias, também morreram. As causas do acidente estão sendo investigadas pela polícia. A família de colombianos estava no Brasil para a comemoração do aniversário de 15 anos de uma das turistas, que embarcaria em seguida no mesmo helicóptero. 

Segundo a Polícia Civil, o piloto era Alessandro Rocha. As outras vítimas eram a avó, Rocio Cubillos, de 59 anos; a mãe Wendy Manrique, de 37 anos; e filha Sofia Murillo, de 17 anos. O helicóptero caiu em uma área de mata de difícil acesso, conhecida como Vista Chinesa, e pegou fogo. A aeronave tinha autorização para fazer voos panorâmicos. 

Desde 2016, foram registradas 21 ocorrências envolvendo helicópteros no Rio de Janeiro. De janeiro a agosto deste ano, foram quatro acidentes graves, com 13 vítimas fatais. A última, em junho, provocou seis mortes após um choque entre duas aeronaves.

Para especialistas em aviação, o aumento de voos no Rio exige mudança no atual sistema. Hoje os próprios pilotos coordenam suas rotas; operam no visual e por comunicação via rádio.

Gerardo Portela, especialista em gerenciamento de riscos, explica: “Fica tudo por conta dos pilotos, e eles precisam se comunicar, entre si através de uma frequência de rádio, no começo eram poucas aeronaves voando, a comunicação era mais fácil, mas agora com tantas aeronaves voando ao mesmo tempo, em alguns dias, há dificuldade em utilizar o rádio, são vários pilotos falando ao mesmo tempo, o piloto precisa além de ouvir a mensagem, entender qual o reflexo daquela mensagem, se há um risco de colisão se estão muito próximos, fica tudo a cargo do piloto”. 

No Rio, o espaço aéreo registra mais 500 movimentos de pouso e decolagem diariamente. “É uma oportunidade de melhoria a partir desses acidentes que têm acontecido do início deste ano até agora para que as autoridades avaliem se não é tempo de robustecer os sistemas de controle desse espaço aéreo com uma torre, com pessoal treinado como controlador de voos, com um radar tecnicamente, um equipamento capaz de realmente monitorar as aeronaves, porque existem várias áreas de sombra para que tenhamos um espaço aéreo mais racional”, afirma o especialista em gerenciamento de riscos Gerardo Portela.

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Criado em 10/08/2026 - 15:40

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