O governo brasileiro vai enviar ajuda humanitária para a Colômbia, em apoio às ações de resgate depois do violento terremoto de magnitude 7,4 da última segunda-feira. Nessa quarta-feira, após o ministro de Relações Exteriores colombiano, Omar Bula Escobar, pedir auxílio ao colega brasileiro, ministro Mauro Vieira. Na ligação, Vieira manifestou solidariedade e o pesar do governo e do povo do Brasil pela tragédia que atingiu o país vizinho.
Ainda não há data definida para o envio de ajuda, mas o Itamaraty informou que está tomando medidas para que isso seja feito o mais rápido possível.
Buscas continuam
Na Colômbia, o número de mortos pelo terremoto subiu para 265. Quase 500 pessoas seguem desaparecidas. Bombeiros e voluntários correm contra o tempo para encontrar sobreviventes presos sob os escombros, à medida que se encerra a janela crítica de 72 horas para o resgate, após o terremoto devastador de segunda-feira.
Ao ouvirem qualquer sinal de vida sob os escombros, equipes de resgate paralisam as atividades e erguem os braços pedindo silêncio. E os breves momentos de silêncio absoluto são seguidos pela retomada das operações frenéticas de resgate. Neste local, onde antes era um prédio residencial, oito pessoas foram resgatadas com vida, 48 horas após o tremor. Dezenas de moradores, no entanto, continuam desaparecidos. Entre eles estão a sobrinha desta mulher e os avós maternos da menina.
“Era aqui que eles moravam. Os avós da menina tinham um apartamento aqui, neste mesmo prédio, e meu irmão tinha outro. Meu irmão não estava lá na hora. Ele escapou. A menina estava com os avós maternos”, contou emocionada.
Existe uma janela de 72 horas após um desastre em que a probabilidade de encontrar sobreviventes é maior. Esse prazo se encerrou nesta manhã, mas as equipes de resgate continuam o trabalho dia e noite.
O sargento que comanda a operação de busca e resgate disse que sua equipe já está entrando na fase de recuperação dos corpos das vítimas, mas continua trabalhando para encontrar pessoas ainda vivas sob os escombros.
Para esta voluntária, é importante manter a esperança de encontrar sobreviventes. “Pouco a pouco, grão a grão, estamos ajudando tantas pessoas necessitadas. Há muitas pessoas lá dentro e a esperança de todos é encontrá-las com vida. Precisamos ajudar, de coração. Todos nós temos famílias. Hoje são eles; amanhã podemos ser nós. Vamos ajudar, de coração”, afirma ela.
Ontem, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, informou que 265 pessoas morreram no terremoto, na região oeste do país; 3.494 ficaram feridas e 496 continuam desaparecidas. Ele decretou estado de emergência econômica para agilizar a assistência aos afetados.
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