A Europa Ocidental vivenciou o período junho e julho mais quente já registrado em um cenário de ondas de calor repetidas, seca generalizada e incêndios devastadores. O recorde foi anunciado nesta segunda-feira (10) pelo Serviço Europeu sobre Mudança Climática, Copernicus.
Em escala mundial, os oceanos também atingiram em julho as temperaturas mais elevadas já registradas para o mês, impulsionadas pelo fenômeno El Niño e pelo aquecimento climático provocado pela atividade humana. Em todo o mundo, julho de 2026 empatou com julho de 2024 como o segundo mês de julho mais quente já registrado, atrás apenas de julho de 2023.
Mas o fenômeno é observado de forma mais acentuada na Europa Ocidental, o continente que está aquecendo de maneira mais rápida. Desde maio, a Europa Ocidental sofreu quatro ondas de calor, extremas, duas delas em julho.
O calor recorde criou condições para os incêndios florestais também recordes na Europa, que obrigaram centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas, principalmente na Espanha, França e Itália.
O calor recorde também alimentou uma seca quase generalizada que reduziu o nível dos principais rios europeus, especialmente o Sena, o Reno e o Danúbio, ameaçando o fornecimento de energia do continente.
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