Em uma decisão histórica, a Justiça Federal condenou um militar por crime de estupro cometido durante a ditadura. O sargento reformado do Exército Antônio Waneir Pinheiro de Lima, conhecido como Camarão, deve cumprir pena de 12 anos, 11 meses e 25 dias de prisão por violência sexual e cárcere privado qualificado contra a historiadora Inês Etienne Romeu. A militante política foi reconhecida como a única sobrevivente da Casa da Morte, um centro clandestino de tortura mantido pelo Exército, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Inês Etienne morreu em 2015. Em depoimento ao Conselho Federal da OAB, ela relatou os detalhes das torturas físicas e psicológicas que sofreu enquanto esteve detida ilegalmente. Na ação, o Ministério Público Federal argumentou que o caso não prescreve por se tratar de crime contra a humanidade.
A sentença da Segunda Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determina também que o réu perca o cargo público de militar, mas o sargento ainda pode recorrer em liberdade.
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