O Ministério da Justiça e a Polícia Civil do Distrito Federal realizaram, nesta manhã, a Operação Rede Interrompida, para desarticular um grupo que planejava atacar autoridades durante as eleições deste ano. De acordo com as apurações, oito investigados aqui no país pretendiam colocar explosivos em um prédio onde seria realizado um debate presidencial.
A investigação trata da radicalização extrema. Um grupo estaria planejando atentados em Brasília, em prédios da Esplanada dos Ministérios, em outubro, durante o período eleitoral. Na investigação, a Polícia Civil do DF e de outros estados encontraram plantas arquitetônicas de prédios da Esplanada e também manuais de fabricação de explosivos. A ação envolve 8 investigados, de 19 a 31 anos, de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Chama a atenção que um deles era seminarista em um mosteiro de Pernambuco.
Misoginia e violência nas redes
O Ministério da Justiça anunciou também outra operação, a Operação Lívia, que envolve jovens de 13 a 18 anos do Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro e Minas Gerais envolvidos em práticas de automutilação e induzimento ao suicídio, além de mutilação de animais. Essas práticas contavam com desafios entre crianças e adolescentes planejados pela plataforma Telegram e transmitidos em tempo real pela plataforma Discord.
Uma menina de 13 anos, do Mato Grosso do Sul, cometeu suicídio em uma transmissão ao vivo assistida por outros jovens, e uma menina da Bahia tentou cometer suicídio, mas felizmente sobreviveu. Segundo o Ministério da Justiça, as plataformas podem ter violado o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) e o Marco Civil da Internet, podendo ser proibidas de funcionar no Brasil caso não façam as adequações necessárias.
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