Para segurar os preços após o início da guerra no Irã, desde o início deste mês, a gasolina está sendo comercializada nos postos de combustíveis com mais etanol na mistura. Antes eram 30% de etanol, agora são 32%. A medida anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética terá validade de 180 dias, mas pode ser prorrogada. Nas ruas, motoristas ainda têm dúvidas se o aumento pode prejudicar o desempenho e o consumo dos carros.
O aumento de 2% de álcool anidro na gasolina comum está sendo assunto recorrente entre muitos motoristas. Alguns criticam, outros acham que a mudança não fará diferença em seu dia a dia.
Cerca de 78% da frota brasileira de veículos é bicombustível, conhecidos como flex. O restante usa apenas gasolina. Entre eles, carros muito antigos, do século passado, ou importados. Rogério Gonçalves, diretor de Combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva afirma que os motoristas praticamente não vão perceber o aumento no consumo da nova gasolina.
De acordo com o Conselho Nacional de Política Energética, foram realizados estudos com a mistura anterior, de 30% de etanol, que mostraram não prejudicar os proprietários de veículos, e a nova mistura considerou a margem de tolerância de até dois pontos percentuais prevista nos testes.
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