Na cidade do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu tratar apostadores com vício em bets e seus familiares nas unidades de saúde. As novas medidas começaram a ser adotadas em agosto.
Em qualquer atendimento que essas clínicas receberem, o paciente terá que responder a duas perguntas. A primeira é se ele sente necessidade de jogar em quantidades cada vez maiores. A segunda é se ele mente para a família sobre essa necessidade de jogar.
Se o paciente responder positivamente a uma dessas duas perguntas, o nome dele será registrado em um prontuário, e ele receberá tratamento de acordo com o nível de risco diagnosticado. Os agentes de saúde também passarão por um treinamento do Ministério da Saúde.
Em apenas uma semana de triagem, 22 pacientes admitiram sentir necessidade de fazer apostas. A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde surgiu depois de várias pessoas procurarem ajuda por conta do vício em apostas. O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado, falou sobre as estratégias de tratamento da prefeitura.
“Os sintomas mais comuns são insônia, ansiedade, irritabilidade, problemas familiares, sobretudo. Então, são sintomas comuns geralmente de pessoas que têm essa doença de jogo, porque o jogo leva geralmente a problemas financeiros que causam preocupações na vida cotidiana. O tratamento é individualizado, no qual primeiro a gente identifica o tipo de risco, faz um plano terapêutico individual, tanto para você quanto para os familiares, as pessoas que estejam precisando de auxílio, e, a partir daí, a gente consegue trabalhar juntos para vencer essa batalha.”
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