Os efeitos do El Niño no Amazonas devem durar até o primeiro trimestre de 2027 e contribuir para períodos de seca nos rios da região, segundo informação do Serviço Geológico do Brasil. Hoje, no estado, já são cinco municípios que decretaram situação de emergência por causa da estiagem. São eles: Benjamin Constant, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Humaitá e Nova Aripuanã. As prefeituras alegam dificuldades no transporte, abastecimento e atendimento em saúde no interior.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), quatro trechos de rios no Amazonas vão receber dragagem por meio do Plano Anual de Dragagem e Manutenção Aquaviária. As ordens de serviço já foram assinadas, e a mobilização das equipes e dos equipamentos está em andamento.
Diante do baixo nível dos rios, empresas de navegação já anunciaram a conhecida “taxa da seca”. Conforme a regra, se o Rio Negro estiver abaixo dos 18 metros, uma cobrança extra de R$ 9.785 por contêiner enviado a Manaus deve ser cobrada, e a previsão já é para o começo de setembro. Atualmente, o Rio Negro está na casa dos 24 metros, e o nível de descida dos rios tem sido registrado acima dos 10 centímetros por dia.
Para evitar esse aumento no valor do frete nesse período, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) acionou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários para brecar a taxa. Segundo a ACA, a cobrança estaria sendo realizada de forma antecipada à métrica estipulada, que é de 17,7 metros.
No ano passado, a taxa chegou a US$ 2 mil por contêiner, o que acaba ficando em 50% do valor do frete. No ano passado, o valor do contêiner era de US$ 4 mil.
Até agora, 293 mil pessoas estão sendo afetadas pela estiagem no Amazonas. Já foram enviadas ao interior do estado mais de 33 mil cestas básicas, equivalentes a 725 toneladas de alimentos, além de 152 kits de purificadores de água para 24 municípios.
A reportagem é da TV Encontro das Águas, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
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