Um ano depois do início dos casos de intoxicação por metanol em bebidas servidas em bares, ainda há perguntas que não foram respondidas. Os casos começaram na Grande São Paulo e se espalharam por outras regiões do país. Foram ao menos 25 mortes e dezenas de vítimas que convivem com sequelas até hoje.
Em poucas semanas, a intoxicação por metanol virou uma crise nacional. Em São Paulo, foram confirmados 54 casos e 12 mortes, principalmente na capital e na região metropolitana. Em todo o país, foram 76 casos e 25 mortes em 2025.
Um ano depois dos primeiros casos, as investigações sobre a venda de bebidas adulteradas continuam, e novos casos de intoxicação ainda são registrados. Somente neste ano, o Ministério da Saúde confirmou 13 casos no país, e outros 22 são investigados.
Em São Paulo, a Polícia Civil abriu cinco inquéritos e prendeu 70 pessoas por crimes relacionados à falsificação e adulteração de bebidas em 2025. Também foram apreendidos mais de 140 mil vasilhames, além de garrafas, rótulos e lacres usados na falsificação.
Em agosto deste ano, quatro pessoas foram presas por suspeita de vender bebidas falsificadas pela internet. A crise também gerou uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo, com foco no aumento da fiscalização e na punição dos responsáveis.
Para evitar a intoxicação, a orientação é comprar bebidas de fabricantes legalizados e, diante de sintomas como tontura, confusão mental, dor abdominal ou alterações na visão, procurar atendimento imediatamente.
Os próprios sintomas muitas vezes se parecem, pelo menos inicialmente, com os de uma ressaca. A situação começa a ficar diferente quando surgem sinais como dificuldades de visão, embaçamento visual, dificuldade para reconhecer cores e dificuldades importantes para andar.
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