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Mães de Manguinhos: vítimas de violência policial buscam justiça

Repórter Brasil

No AR em 13/05/2024 - 19:00

Há 136 anos, num dia 13 de maio, foi sancionada a Lei Áurea, que acabou oficialmente com a escravidão no Brasil, mas não acabou com o racismo estrutural, que continua a ser  um sério problema social brasileiro, causador de grandes desigualdades. A data da abolição este ano cai um dia depois do Dia das Mães, celebrado ontem. E algumas mães no rio de janeiro transformaram o dia das mães em motivo para lutar por justiça por seus filhos: jovens negros moradores de favelas que foram vítimas do racismo e da violênca policial.

O Dia das Mães de Ana Paula nunca vai estar completo. O filho, Jonatha, sempre estará na memória.
 
Jonatha tinha 19 anos quando foi assassinado com um tiro nas costas na favela de Manguinhos, Zona Norte do Rio. Era 14 de maio de 2014. As investigações apontaram que o policial militar Alessandro Marcelino de Souza, na época lotado na unidade de polícia pacificadora de Manguinhos, foi o autor do disparo. O julgamento demorou 9 anos. Somente em março deste ano, a justiça condenou o PM por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
  
Paulo Roberto tinha 18 anos quando foi assassinado, um ano antes, em 2013. Ele foi espancado e asfixiado. 5 policiais na favela de Manguinhos estavam envolvidos e, inicialmente, foram condenados pela Justiça Militar com penas brandas, sem serem presos. Os PMs recorreram da decisão judicial e foram absolvidos em julgamento posterior 
 
Ana Paula e Fátima deram as mãos e encontraram forças para lutar por justiça pelos filhos e os de tantas famílias vítimas de violência policial.
 
Há cerca de 10 anos, elas criaram o movimento Mães de Manguinhos. O grupo acolhe e orienta vítimas, além de fazer manifestações periódicas para cobrar respostas do poder público.
 
Na estação de trem, o grafite lembra que a luta é permanente. São mulheres que não se calam e não desistem.  Em defesa do direito à vida da juventude negra.  

Em nota, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro disse que vai recorrer da decisão que classificou como homicídio culposo a morte de Johnatha. Para a instituição, a decisão é manifestamente contrária às provas apresentadas. No caso de Paulo Roberto, a defensoria informou que há uma ação indenizatória para a família em curso. 

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Criado em 13/05/2024 - 22:55

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