Apesar da lista que excluiu a sobretaxa de centenas de produtos, muitos estão pagando um total de 50% em imposto. Para tentar driblar o prejuízo que deve vir, alguns setores especialmente dependentes dessa exportação agora sofrem, negociando a abertura de novos mercados e torcendo para que as negociações entre os dois países avancem.
Um dos maiores mercados consumidores do planeta amanheceu praticamente de portas fechadas para muitos produtos brasileiros. Quem conseguiu, antecipou as exportações para evitar o imposto nos Estados Unidos, o que se refletiu na movimentação recorde no Porto de Santos.
No caso do mel, toneladas do produto feitas exclusivamente para os padrões do mercado americano podem ficar encalhadas no Brasil. No Paraná, os setores de mel, café, madeira e pescados são os mais impactados. No caso da tilápia, 97% das exportações paranaenses têm como destino o mercado norte-americano.
Um estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais estima, no curto prazo, uma redução do PIB brasileiro, por causa das tarifas, de R$ 25 bilhões. No longo prazo, o prejuízo pode chegar a R$ 110 bilhões. O estudo prevê também uma redução de 146 mil postos de trabalho no país.
A siderurgia, o setor de madeira, calçados e máquinas estão entre os mais atingidos. Em Minas Gerais, terceiro maior exportador para os Estados Unidos, o impacto pode ser de quase R$ 5 bilhões no PIB e 30 mil empregos em risco. Esse cenário já leva em conta medidas de contenção que estão em andamento. No caso do café, a previsão é de um impacto menor.
Para especialistas, a adoção da tarifa não encerra o processo. Ainda há espaço para negociação.
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