A ciência tem sido uma aliada decisiva no combate ao crime no Rio Grande do Sul. Análises de DNA fazem parte da rotina de investigações reais e ajudam a esclarecer crimes e responsabilizar os autores envolvidos nesses crimes.
Na capital gaúcha, esse trabalho de alta precisão é realizado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), que atua em conjunto com a polícia e o Judiciário. A reportagem é da TVE do Rio Grande do Sul, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Em uma investigação criminal, a perícia é fundamental para identificar quem cometeu o delito. Entre os vestígios coletados na cena do crime, um dos mais importantes é o DNA. Esse material genético é enviado para análise ao Laboratório de Genética Forense do Instituto-Geral de Perícias, em Porto Alegre.
Para ser identificado, o material genético coletado, que pode ser fio de cabelo, sangue, saliva e outros fluidos corporais, passa por várias etapas. A etapa mais importante é a de extração, onde o material genético é identificado. Existe também uma tecnologia capaz de multiplicar o DNA caso a amostra seja muito pequena.
O IGP é o terceiro maior contribuinte do país de perfis genéticos de condenados e o quarto em números totais de perfis genéticos. O trabalho que é feito lá já auxiliou mais de trezentas investigações no estado. Por mês, cerca de 150 laudos periciais são enviados à polícia.
Os resultados também são encaminhados ao Poder Judiciário. Em 2018, o desembargador Rafael Raphaelli utilizou como prova o Banco Nacional de Perfis Genéticos para inocentar um homem acusado de estupro na cidade de Lajeado. Ele ficou preso injustamente por dez anos.
A perícia, a partir do material genético, mostra como a ciência pode apresentar provas irrefutáveis para desvendar crimes e promover a justiça sem cometer erros.
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