Após mais de 26 anos de negociações, foi assinada, neste sábado (17), a parceria comercial entre a União Europeia e o Mercosul. O acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo. Além da dimensão econômica, cerca de US$ 22 trilhões, os dois blocos reafirmaram os valores e interesses comuns, como a defesa da democracia, do multilateralismo e dos direitos humanos.
Hoje, em Assunção, capital paraguaia, foi dado um passo definitivo dessa negociação que começou em junho de 1999: os dois blocos finalmente assinaram o tratado de livre comércio.
Na cerimônia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mandou uma mensagem ao mundo ao dizer que os blocos buscam “um comércio justo, no lugar de tarifas”.
Lula esteve na sexta-feira (16) no Rio de Janeiro com a presidente da Comissão Europeia, mas hoje, quem representou o Brasil em Assunção foi o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que destacou que “em um cenário internacional marcado por incertezas e tensões, este acordo envia uma mensagem clara e positiva ao mundo”.
Agora, para que entre em vigor, só fica faltando uma última etapa: o texto precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais de Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.
O acordo estabelece a eliminação gradual de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, entre bens industriais e produtos agrícolas, e enfrentou resistência de agricultores europeus que temem a concorrência sul-americana.
O tratado cria uma área de livre comércio com cerca de 720 milhões de pessoas e produto interno bruto de mais de US$ 22 trilhões de dólares. Segundo a Apex Brasil, pode refletir em um avanço de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras.
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