O domingo (8) foi dia de Super Bowl nos Estados Unidos, o maior evento esportivo do país. É a final do campeonato de futebol americano. Mas quem roubou a cena foi o show do intervalo, que repercutiu no mundo todo e irritou o presidente Donald Trump. O rapper porto-riquenho Bad Bunny levou a comunidade latina ao delírio e criticou a política de repressão a imigrantes nos Estados Unidos, sem citar as palavras imigrante ou ICE.
Em uma apresentação cheia de latinidade, o artista, recém-premiado com o Álbum do Ano no Grammy, usou o show para pedir, em inglês, que "Deus abençoe a América". Em seguida, nomeou todas as nações do continente, numa redefinição da América.
Foi a primeira vez que um artista latino se apresentou inteiramente em espanhol no intervalo do Super Bowl. Embora não tenha citado nominalmente o presidente Donald Trump, nem a polícia imigratória, ICE, o artista aproveitou o momento para criticar as políticas anti-imigratórias cada vez mais duras dos Estados Unidos. A apresentação desagradou o mandatário americano.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que o show foi "absolutamente terrível um dos piores de todos os tempos. "Não faz sentido, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência", destacou.
“A sociedade norte-americana está passando por um processo de intensa autocratização, que é, de certa forma, um presidente, um poder executivo, tentando controlar a sociedade, o convívio em si, de alguma forma. E, contrapondo a isso, a gente vê, também, tanto um poder legislativo ineficiente, que não consegue reagir, como um poder judiciário, também, que chancela, de certa forma, algumas das imposições que Trump vem ofertando à sociedade, de modo geral. Então, quando a política mais institucional, dessa forma, tipo, entre o jogo dos poderes, entre a questão democrática, ela não está conseguindo conter esse avanço autoritário, então o conflito político vai para outra arena, que é a arena cultural. Então, é nesse ponto que o show dele se transforma tão peculiar, quando ele consegue, de certa forma, demonstrar quem é que pode ocupar também esse espaço de reação simbólica”, explica Bhreno Vieira, cientista político
Ao final da apresentação, Bad Bunny disse: "Juntos, somos a América" e homenageou a sua terra nata, Porto Rico. No fundo, o telão exibia a frase "A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor".
Na partida da final da NFL, o Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13.
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