Entidades de direitos humanos iniciaram uma campanha para que a Cruz Vermelha Internacional tenha acesso às prisões israelenses onde estão palestinos e libaneses. O objetivo é colher 1 milhão de assinaturas. Segundo ativistas, os presos sofrem com violência, falta de comida e de assistência médica.
A campanha foi lançada a partir de Beirute, em uma conferência de imprensa que também tinha representantes em Ramallah, na Palestina ocupada, no Cairo, Túnis, Madri, Bruxelas e Paris. Uma iniciativa que tem o objetivo de aumentar a pressão sobre as autoridades israelenses para que abram as portas de suas prisões à Cruz Vermelha Internacional.
“As autoridades de ocupação impedem a Cruz Vermelha Internacional de entrar nas prisões e mostrar que ali há crimes contra os prisioneiros, crimes contra a humanidade. Esta é, portanto, uma das muitas medidas de pressão que adotaremos para conhecer o destino dos presos e para libertá-los”, conta Anwar Yasin, prisioneiro liberado
“Esperamos que a campanha tenha resultados positivos. Que permita o acesso da Cruz Vermelha Internacional às prisões para que ela possa cumprir seu dever de garantir os direitos humanos básicos dos nossos prisioneiros. Pedimos à comunidade mundial que não silencie diante da injustiça e dos crimes cometidos pelas autoridades da ocupação”, pede Sarah Raad, esposa de um prisioneiro libanês.
A campanha, além de condenar as práticas desumanas das autoridades penitenciárias israelenses contra os prisioneiros palestinos e libaneses, busca denunciar a inércia da Cruz Vermelha Internacional perante a decisão israelense de impedir o seu acesso às prisões.
“A campanha procura lançar luz sobre o sofrimento dos prisioneiros palestinos e libaneses em presídios israelenses e influenciar a opinião pública árabe e global, para que os presos tenham acesso a direitos, de acordo com a Convenção de Genebra. O segundo objetivo é libertá-los das prisões israelenses”, explica Abdulmalek Sukareih, ativista humanitário palestino.
A rede internacional Todos Somos Gaza, Todos Somos Palestina afirma que mais de 10.800 prisioneiros palestinos e 21 libaneses, entre eles mulheres e crianças, sofrem com violência severa, negligência médica, desnutrição extrema e o perigo de uma possível pena de morte.
*Reportagem de Hisham Wannous, Telesur, direto de Beirute, Líbano.
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