Em São Paulo, depois da superlotação de um bloco de carnaval no último domingo, o Ministério Público solicitou à prefeitura da capital que tome as medidas necessárias para evitar novas situações de risco para os foliões.
A administração do prefeito Ricardo Nunes vem sendo criticada, tanto por conta do empurra-empurra do fim de semana quanto pela organização geral do carnaval de rua. A prefeitura minimiza as críticas e afirma que os problemas foram pequenos diante do tamanho do evento.
A Consolação é uma das maiores vias da região central da capital paulista. No último domingo, ela ficou completamente tomada pelo público que foi assistir ao DJ escocês Calvin Harris. No meio da multidão estava Lara. Ela conta que ficou assustada já na saída do metrô e chegou a escalar um poste para escapar do aperto em meio a tanta gente. A foliã conta que já esteve em grandes atrações antes, mas nunca passou por uma situação semelhante.
Depois do que aconteceu no bloco Skol, o Ministério Público de São Paulo enviou uma recomendação à prefeitura da capital paulista. A Promotoria de Habitação e Urbanismo quer a garantia de segurança para os próximos dias de festa, lembrando que até agora a cidade passou apenas pelo pré-carnaval.
Apesar de a cidade de São Paulo ter espaços amplos para receber grandes eventos, é preciso que o planejamento e a atuação das forças de segurança levem em conta as particularidades do carnaval.
O vereador Nabil Bonduki, do PT, afirma que a relação com os patrocinadores está se chocando com a tradição do carnaval de rua na cidade.
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