A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS antecipou para segunda-feira (23) o depoimento de Daniel Vorcaro, presidente do Master. O banqueiro também é o centro de uma investigação que deve ser aberta no Tribunal de Contas da União para apurar a participação de autoridades em festas realizadas por ele, em Trancoso, na Bahia.
Essa investigação foi solicitada pelo Ministério Público e a exigência é que o Tribunal de Contas da União (TCU) identifique as autoridades que teriam participado dessas festas dadas por Daniel Vorcaro, em Trancoso, na Bahia, incluindo procuradores, magistrados e integrantes da alta cúpula do Executivo, especialmente do governo de Jair Bolsonaro.
Além disso, o MP pediu para confirmar se os eventos foram financiados com dinheiro público. Esse pedido foi assinado pelo subprocurador Lucas Rocha Furtado, em 29 de janeiro, mas só agora foi disponibilizado para a imprensa. E o argumento dele são possíveis irregularidades e impactos na credibilidade das instituições públicas, caso seja confirmada a ligação pessoal dessas autoridades com o dono do Master, Daniel Vorcaro.
As festas citadas na representação já vinham sendo notificadas pela imprensa e tinham até nome, eram chamadas de "Cine Trancoso". Agora, os investigadores querem entender a conexão desses eventos com a fraude do Banco Master.
Esse assunto deve ser abordado na semana que vem aqui no Congresso. O próprio Daniel Vorcaro vai falar à CPMI do INSS. Inicialmente, ele foi chamado para explicar possíveis irregularidades em empréstimos consignados firmados entre o Banco Master e aposentados do instituto. Mas, no fim das contas, os parlamentares querem mesmo é entender se esses descontos fizeram parte da fraude do Master.
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