Ém busca de atualizações sobre as investigações do Banco Master, integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado se reuniram hoje com o diretor-geral da Polícia Federal e com o presidente do Supremo Tribunal Federal.
Já em outra frente do caso, o ministro Jonathan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, restringiu o acesso do Banco Central aos documentos do processo ligado ao Master.
O Tribunal de Contas da União confirmou que retirou o acesso do Banco Central ao processo que apura as circunstâncias da liquidação do Master, mas explicou, por meio de nota, que essa decisão foi autorizada pelo ministro relator do caso, Jonathan de Jesus, com total ciência do Banco Central.
O processo teve a classificação de confidencialidade alterada de sigiloso para sigiloso com exigência de autorização específica para leitura. Isso quer dizer que agora o Banco Central vai precisar pedir autorização para consultar esses autos, sendo que antes a consulta era liberada pelo fato de o BC ser o alvo da fiscalização.
Essa investigação do TCU começou em janeiro, dois meses depois da liquidação do Master. Na época, acabou gerando um mal-estar entre as instituições, porque foi vista como uma tentativa de interferência na autonomia do Banco Central.
Sobre os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos, eles estiveram hoje no prédio do Supremo Tribunal Federal e pediram ao presidente Edson Fachin o compartilhamento de todas as informações relativas às investigações do Master aqui no Distrito Federal e também em outros estados. O mesmo pedido já havia sido feito mais cedo ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Mas o entendimento é de que esse compartilhamento precisa ser autorizado primeiro pelo ministro relator do caso no STF, Dias Toffoli.
Renan Calheiros, que está comandando esse grupo de trabalho, disse que vai formalizar o pedido de compartilhamento, mesmo sabendo que a comissão tem poderes para quebrar sigilos.
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