Com a guerra sem previsão para acabar e a intensificação dos bombardeios, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, importante rota por onde passa 20% do petróleo bruto do mundo. Hoje, os preços dispararam para quase US$ 120 por barril. Os petroleiros próximos à região correm o risco de serem atingidos por algum ataque. Essa tensão já tem prejudicado a produção de petróleo de vários países. Analistas do banco de investimentos J.P. Morgan começam a prever uma redução do fornecimento do Iraque e do Kuwait. O Iraque já reduziu a produção diária em quase 1,5 milhão de barris, pela falta de capacidade de armazenamento e de uma rota segura de exportação.
A crise ainda pode ser maior caso os Estados Unidos resolvam atacar a Ilha de Kharg, localizada a cerca de 30 quilômetros da costa iraniana do Golfo Pérsico. É para lá que vai a maior parte do petróleo produzido pelo Irã. Em nota, o J.P. Morgan estima que, caso a ilha fosse tomada pelos americanos, as exportações seriam paralisadas e a produção cairia pela metade.
Alguns países europeus já começam a reforçar a presença na região para tentar garantir a distribuição do petróleo. O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que vai enviar duas fragatas para a missão naval que a União Europeia já realiza no Mar Vermelho.
Novo aiatolá
Esse cenário foi ainda mais agravado pela escolha do aiatolá Mojtaba Hosseini Khamenei como o terceiro líder supremo do Irã, para substituir o seu pai, Ali Khamenei, morto no início da guerra. Isso porque a decisão indica uma continuidade do regime atual. O presidente americano, Donald Trump, chegou a falar que o sucessor iraniano precisa ter a aprovação dos Estados Unidos. Caso isso não ocorra, ele não vai durar muito.
A guerra não dá sinais de que vai acabar. Estados Unidos e Israel intensificaram os ataques nesse último fim de semana. Uma das bombas caiu em um depósito de combustível na capital do Irã, Teerã, deixando quatro mortos.
Em retaliação, o Irã atacou hoje a principal refinaria de petróleo do Bahrein.
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