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Casa Branca trata guerra no Oriente Médio como jogo de videogame 

Repórter Brasil

No AR em 05/03/2026 - 19:00

Estados Unidos e Israel intensificaram os bombardeios contra Irã e Líbano. E o Irã respondeu com ataques a Israel e bases militares norte-americanas no Golfo. Mais de 1.200 pessoas já foram mortas no Irã e 100 no Líbano. Apesar disso, a Casa Branca trata a guerra como um jogo de videogame.

A cidade de Sanandaj, no sudoeste do Irã, começou a ser bombardeada de madrugada. E as explosões continuaram ao longo do dia. Também houve bombardeios à capital do país, Teerã. Nesta quinta-feira, sexto dia de guerra, os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã se intensificaram. Segundo a mídia iraniana o número de mortos no país já passa de 1.200. E a Organização Mundial de Saúde afirmou que 13 instalações de saúde do Irã, como hospitais e clínicas, foram atingidas por mísseis. 4 trabalhadores foram mortos e outros 25 ficaram feridos.

O Irã retaliou com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em países do Golfo. Um míssil atingiu a cidade de Bareket, no centro de Israel. Ninguém ficou ferido. Segundo o governo israelense outros mísseis direcionados ao país foram interceptados.

Mísseis iranianos também atingiram uma refinaria no Bahrein. E os Emirados Árabes Unidos relataram ter interceptado 13 mísseis e 131 drones, só hoje. O governo do país também emitiu alerta de emergência e pediu aos moradores que buscassem abrigo.

Em outra frente, Israel segue bombardeando o Líbano. Mais de 100 pessoas morreram nos ataques desde o início da semana. A capital, Beirute, registrou um enorme engarrafamento e pânico depois que Israel ordenou a saída de moradores de áreas ao redor da cidade. O governo israelense alega que os alvos são integrantes e instalações do Hezbollah, grupo rebelde apoiado pelo Irã. O exército israelense também cercou parte da fronteira sul do Líbano, aumentando o temor de que possa invadir o vizinho por terra nos próximos dias.

O ministro das finanças israelense, Bezalel Smotrich chegou a dizer que a cidade libanesa de Dahiyeh, próxima à capital, Beirute, pode, em breve vir a se parecer com Khan Younis, cidade palestina que foi devastada por Israel.

Apesar das ameaças, o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou hoje em um pronunciamento que o grupo não irá se render.

O presidente francês Emmanuel Macron disse que o país vai enviar ajuda ao exército libanês e pediu a Israel e ao Irã que não envolvam o Líbano nesta guerra.

Em meio à devastação e mortes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se empenhou, mais uma vez, em demonstrar superioridade de força. Ontem à noite, a Casa Branca publicou em uma rede social um vídeo com imagens de alvos iranianos sendo destruídos. Com uma estética que lembra jogos de videogame, o vídeo traz, inclusive, pontuação para cada alvo que vai pelos ares e pela quantidade de mortos.

Depois, Trump deu uma declaração dizendo que deve se envolver na escolha do novo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto nos ataques, assim como fez na Venezuela com Delcy Rodrigues.

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Criado em 05/03/2026 - 21:00

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