A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o projeto de socorro de R$ 6,6 bilhões de para cobrir parte do prejuízo do BRB com o Master. Antes, o presidente do banco disse aos deputados distritais que a instituição poderia parar se o projeto fosse rejeitado.
O controle de 9 imóveis e terrenos públicos de Brasília, a maioria de empresas distritais, agora será repassado ao BRB, que vai poder usá-los tanto como garantia em empréstimos quanto para venda direta. A medida tenta conter a crise do banco, que já acumula um rombo que pode chegar a R$ 8 bilhões de reais. Para recuperar parte das perdas com o Master, o projeto também autoriza o banco a contratar empréstimo de até 6,6 bilhões de reais.
Após uma sessão tensa, a lei foi aprovada por 14 votos a 10, em dois turnos. Deputados da oposição argumentam que foram contra a compra do Banco Master pelo BRB, em agosto do ano passado, porque já havia indícios de problemas, e temem colocar em risco o patrimônio do Distrito Federal.
Já a base governista na Câmara Distrital argumenta que o BRB expôs detalhadamente o plano de recuperação e que o banco público não vai precisar vender os terrenos, pois conseguirá resolver o rombo antes que seja necessário embolsar o valor dos imóveis.
Além do PL aprovado, a direção do BRB convocou para 16 de março uma assembleia de acionistas para discutir outras medidas financeiras para reduzir as dívidas.
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