Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Com ataque ao Irã, preço do petróleo dispara; impacto pode ser mundial

Repórter Brasil

No AR em 02/03/2026 - 19:00

O ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã já traz reflexos para a economia internacional. O preço do barril de petróleo Brent, negociado em Londres, que estava custando US$ 73 na sexta-feira (27), disparou logo na abertura do mercado hoje, superando os US$ 80 durante o pregão. No Brasil, o dólar também subiu ao longo do dia, mas fechou o dia praticamente estável.

Em um mundo fortemente interligado, as repercussões se espalham rapidamente. Além de ter bombardeado bases americanas na região e alvos em Israel, o Irã fechou o Estreito de Ormuz – uma passagem marítima por onde circulam 20% das exportações mundiais de petróleo e gás. Na economia brasileira, a tendência é que isso se reflita com aumento de preços.

“Para o Brasil, o que pode afetar é uma valorização do dólar e um eventual aumento de custos de produtos associados ao petróleo que nós importamos. Por exemplo, o trigo está associado ao dólar. O dólar aumentando é um impacto aqui no Brasil”, explica Mário Oliveira Filho, especialista em infraestruturada e energia. 

“Se o petróleo bater US$ 100 e continuar por um, dois, três meses… Três meses já é uma coisa. A inflação nos EUA pode pular de 2,4% para 4%. Isso pode ser um efeito contracionista para a economia global, com efeitos deletérios no preço daquilo que eu exporto, que é commodity metálica e, eventualmente, commodity agrícola”, destaca Roberto Dumas, professor de economia internacional do Insper. 

Os Estados Unidos e Israel assassinaram líderes iranianos em uma tentativa de derrubar o regime atual. O que não aconteceu, pelo menos de imediato, mesmo com a ditadura religiosa sofrendo abalos com uma onda de protestos nos últimos meses. O cenário é de fortes incertezas.

“Se for uma guerra de curto prazo, uma semana, tem um efeito, mas o mercado já precificou isso e não vai haver grandes alterações. Se passar de duas semanas, três semanas, pode afetar bastante o preço do petróleo, entre US$ 10 e US$30 dólares o barril”, afirma Mário Oliveira Filho

“O dólar apreciou. Enquanto o dólar aprecia, minha moeda deprecia, batemos R$ 5,20. E uma depreciação cambial nossa, ou de qualquer país, isso não ajuda no controle inflacionário. Justamente agora que o Banco Central deu na ata do Copom que quer reduzir a taxa de juros, começam a vir pressões inflacionárias do exterior", pontua o economista. 

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 02/03/2026 - 20:10

Últimas

O que vem por aí