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Eventos climáticos extremos desafiam cidades e defesas civis do país

Repórter Brasil

No AR em 09/03/2026 - 19:00

No Brasil, quase cinco milhões de pessoas vivem hoje em áreas de alto risco de enchentes, de erosões e de deslizamentos. Minas Gerais e Santa Catarina lideram com a maior quantidade de áreas mapeadas pelo Serviço Geológico Brasileiro. As recentes tragédias climáticas vêm expondo cada vez mais a vulnerabilidade das cidades e deixando aquele questionamento: nossas defesas civis estão preparadas?

Casas submersas, carros sendo arrastados, pessoas ilhadas, desabrigadas, desaparecidas, mortas. As perdas são inúmeras e aumentam a cada nova enchente. Os eventos climáticos se intensificam, enquanto a população cresce. Um levantamento recente do MapBiomas mostra que a ocupação urbana em áreas de risco triplicou nas últimas quatro décadas. Aumento que não vem acompanhado de investimentos proporcionais em Defesa Civil.

Segundo o Cemaden, centro que monitora o risco de desastres naturais, quase dois mil municípios brasileiros têm áreas de risco. Mais da metade deles não têm uma Defesa Civil capaz de informar à população quando um temporal se aproxima. Ao todo, 61% não possuem sistemas de alerta e mais de 50% não têm nem mesmo os dados da população que vive nas áreas de risco. 

Sobre a capacidade de resposta aos desastres, 43% se disseram pouco aptos para prevenir tragédias, 40% afirmaram que poderiam agir durante um desastre e apenas 41% disseram ter condições de atuar após uma calamidade.

Manter as equipes de Defesa Civil treinadas e equipadas é tarefa que compete aos municípios, aos estados e à União. A preferência é das prefeituras, mas, diante dos demais desafios locais e da falta de recursos, nem sempre o orçamento local é suficiente para manter as condições ideais.

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Criado em 09/03/2026 - 21:45

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