No Peru, a explosão de um gasoduto do campo de gás de Camisea provocou uma crise energética que já afeta o transporte e outros setores da economia. O governo anunciou medidas emergenciais, mas especialistas cobram um plano para ampliar a distribuição de gás no país.
A explosão do gasoduto de Camisea, operado pela Transportadora de Gás do Peru, provocou uma crise energética no país. Com a interrupção do fornecimento, os impactos já são sentidos principalmente no setor de transportes.
“Com o combustível quase três vezes mais caro, uma corrida que antes custava 10 soles teria que custar pelo menos 20. Mas os passageiros não pagam, e a gente acaba aceitando menos para não ficar rodando sem cliente”, conta o taxista Angel Robles.
O governo anunciou medidas emergenciais, como racionamento do gás e subsídios para taxistas. Mesmo assim, a população demonstra desconfiança sobre a normalização do abastecimento.
“Em Lima somos mais de 10 milhões de pessoas, mas no país inteiro mais de 20 milhões são afetadas. Tenho pacientes que vêm de longe e agora não conseguem chegar por falta de combustível”, diz Yelimer Caucha, médico.
Especialistas afirmam que o país precisa reduzir a dependência de um único gasoduto e ampliar a rede de distribuição para outras regiões.
“Um único gasoduto que chega a Lima é uma centralização muito grande. Há várias alternativas para levar gás a outras regiões. O que falta é um plano nacional para o médio prazo”, defende Humberto Campodónico, ex-presidente da Petroperú.
Outros analistas defendem que a empresa responsável pelo gasoduto deve compensar os prejuízos causados à população.
“Tem que haver compensação econômica. Essa situação mostra que as empresas concessionárias não estão cumprindo o que dizem os contratos: garantir um serviço seguro e contínuo”, quer Jorge Chumpitaz, especialista em hidrocarbonetos.
*Reportagem da Telesur, Canal Latino-Americano e Caribenho.
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