São duas imagens que se misturam. Fotos históricas sobrepostas por um tecido delicado, onde a artista retrata figuras emblemáticas da cultura negra do estado de São Paulo. Pessoas que ajudaram a construir o samba em municípios do interior, ritmo que depois ganhou força na capital paulista ao longo do século 20 e permanece até os dias de hoje.
Conhecida como embaixatriz do samba, Maria Helena viveu a história contada na exposição. Cresceu em meio ao samba na Brasilândia, zona norte da capital paulista. Lembra com carinho das viagens que fazia ao interior e de escutar as pessoas mais velhas narrarem a trajetória da comunidade.
A Lavapés foi uma escola de samba pioneira da capital paulista. Tinha sede próxima daqui, do Centro Cultural São Paulo, na região da Liberdade, onde está essa exposição. Foi pesquisando essas histórias que a artista chegou ao interior paulista, para em seguida refazer o caminho das próprias raízes.
A artista responsável por essas obras é Soberana Ziza. Durante cinco meses de pesquisa, Ziza visitou grupos de manifestações culturais como o samba de umbigada e samba de bumbo. Nesse processo, passou a entender que essa história atravessa a própria família e trouxe um pouco disso para a exposição.
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