Cerca de 13% das vítimas de feminicídio no ano passado no país tinham medida protetiva de urgência quando foram mortas. O dado é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que divulgou, nesta quarta-feira (4), um panorama sobre o feminicídio no Brasil.
Em São Paulo, esse número é ainda mais expressivo: uma em cada cinco mulheres vítimas de feminicídio tinha uma medida protetiva no ano passado. O número dessas medidas cresceu 17% no estado de São Paulo em 2025, com 118.000 medidas protetivas concedidas pela Justiça.
Agora, São Paulo tem um novo recorde: o mês de janeiro foi o mais violento para as mulheres desde o início da série histórica, com 27 mulheres assassinadas em todo o estado, uma média de uma mulher por dia. Segundo o Ministério da Justiça, esse número também cresceu em todo o Brasil quase 5%, com 131 mulheres mortas.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre 2021 e 2025 o número de mulheres mortas no Brasil, vítimas de feminicídio, cresceu, em média, 14%. E em São Paulo, no mesmo período, o número quase dobrou, passando de 131 para 270 mulheres mortas em 2025.
Todos esses dados revelam que leis severas e boas — o Brasil tem uma boa legislação de proteção à mulher — não são o suficiente. É preciso fazer essas leis valerem na prática, e aí a responsabilidade é dos governos estaduais: Patrulha Maria da Penha, Delegacia da Mulher, tornozeleira eletrônica e o monitoramento dessas tornozeleiras.
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