Quase dois milhões de pessoas devem ter dengue este ano no Brasil. A projeção é de um consórcio internacional que conta com a participação da Fundação Getúlio Vargas e da Fiocruz e que monitora os dados da doença. O objetivo é antecipar cenários de risco no contexto atual de mudanças climáticas.
Chuvas e altas temperaturas são uma combinação perfeita para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. O número de casos varia a cada ano, com base em diversos fatores. Em todo o Brasil, são esperados para este ano 1,8 milhão casos de dengue.
Segundo o estudo, em números absolutos, os casos devem se concentrar na região Sudeste: 54% estão previstos para o estado de São Paulo e 10%, para Minas Gerais. Os outros estados devem apresentar picos de incidência menores do que os da última temporada, mas que ainda assim são considerados altos. A região Sul se destaca no crescimento dos registros nos últimos anos.
Alguns fatores podem agravar os números de dengue no país: a própria expansão do vírus causador da doença; a entrada do sorotipo 3, que há anos não circulava com força; novos vírus, como o Oropouche, que eventualmente acabam diagnosticados como casos de dengue; assim como a chikungunya, também confundida por conta de falhas no diagnóstico.
O SUS oferece uma vacina contra dengue para um grupo prioritário: crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Como o imunizante não está acessível a todas as pessoas, combater os focos de proliferação do mosquito ainda é a principal estratégia para o controle da dengue.
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