Segundo a TV estatal iraniana Press TV, Teerã recebeu o plano de paz enviado pelos Estados Unidos, mas o considerou "excessivo e desconectado da realidade".
A Casa Branca não divulgou o documento, mas de acordo com o jornal New York Times, o plano exige que o Irã se comprometa, entre outros pontos, a:
• Nunca buscar desenvolver armas nucleares;
• Desativar as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
• Acabar com o financiamento a grupos aliados na região, como o Hezbollah;
• E a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Hormuz.
Teerã fez uma contraproposta que, segundo a TV do país, teria como pontos principais:
• Fim das agressões, inclusive contra grupos de resistência da região, como o Hezbollah;
• Garantias de que não haverá uma nova guerra contra o Irã;
• Pagamento de indenização pelos danos causados pela guerra;
• Reconhecimento internacional e garantias quanto ao direito do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
As negociações estão sendo mediadas pelo Paquistão, e o Irã disse que a Turquia também está envolvida nas tentativas de acordo.
Enquanto não há esse acordo, os bombardeios continuam tanto no Irã como em países vizinhos. Mísseis atingiram hoje tanto a capital iraniana, Teerã, como a capital israelense, Tel Aviv.
No Líbano, a operação por terra tem se aprofundado, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que pretende aumentar a área da zona-tampão no sul do país. Tropas israelenses já têm destruído pontes e casas em uma área que corresponde a 30 km dentro do território libanês.
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