Está preso em São Paulo o tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto. Ele foi indiciado por feminicídio qualificado pela morte da mulher, a policial Gisele Alves Santana. O Ministério Público de São Paulo ofereceu a denúncia, que foi aceita nesta quarta-feira (18) pela Justiça Comum, pelo 5º Tribunal do Júri de São Paulo. Portanto, ele pode ir a júri popular.
Segundo as promotoras do Ministério Público aqui de São Paulo, ele matou Gisele por motivo torpe, sem dar a ela chances de defesa e com violência doméstica no ambiente familiar, o que pode, então, aumentar a pena dele. Ele é acusado também de fraude processual por ter modificado a cena do crime, justamente para induzir as investigações a erro.
O tenente-coronel foi preso na manhã de hoje em São José dos Campos. Na casa, eles estavam de licença da Polícia Militar, a pedido. Foi trazido aqui para São Paulo, onde passou por exame de corpo de delito e agora está no presídio militar Romão Gomes, à disposição da Justiça.
Conclusão do inquérito
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Gisele, e exames feitos no corpo dela, depois que o corpo foi exumado, foram decisivos na conclusão desse inquérito. Segundo a Polícia Civil, essa análise técnica descartou a hipótese de suicídio, que tinha sido alegada pelo tenente-coronel.
A defesa do tenente-coronel disse em nota que essa prisão dele é ilegal porque foi a pedido da Justiça Militar, que, segundo a defesa, não teria competência para isso; essa prisão teria que ter sido feita pela Justiça Comum. Nessa decisão que determinou a prisão dele, a Justiça Militar determinou também a apreensão do celular dele, a quebra de sigilo e o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil.
Já o advogado dos familiares da PM Gisele disse esperar que ele vá para júri popular, que ele seja julgado pela Justiça Comum e não pela Justiça Militar.
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