No primeiro pronunciamento público após o início dos conflitos, o presidente Donald Trump defendeu o ataque ao Irã e confirmou que seguirá com ofensiva por, pelo menos, um mês.
“Temos o exército mais forte do mundo e vamos facilmente ganhar. Já estamos à frente de nosso cronograma, mas não importa o tempo que leve ou o que precise. Projetamos para quatro ou cinco semanas, mas temos capacidade de ir bem mais tempo longe do que isso.
A fala foi durante uma cerimônia para homenagear militares mortos em combate. Na ocasião, Trump voltou a citar os motivos que levaram à ação de sábado (28) contra o Irã. Segundo ele: destruir a capacidade de produção de mísseis do Irã, aniquilar a Marinha iraniana, impedir a produção de armas nucleares e o financiamento de grupos terroristas no Oriente Médio.
Os bombardeios dos EUA atingiram a capital, Teerã, e outras cidades iranianas. O líder supremo do país, Ali Khamanei, foi morto em um ataque aéreo. Familiares dele e outras autoridades do governo também foram mortos no sábado. De acordo com a mídia estatal iraniana, mais de 150 pessoas morreram. A maioria, meninas entre 7 e 12 anos.
Nesta segunda-feira (2) a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que não tem indícios de que os recentes ataques dos Estados Unidos ao Irã tenham atingido instalações nucleares até o momento. O monitoramento é feito por satélites.
Conflito histórico
O conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã é histórico, se arrasta por quase 50 anos, mas escalou no governo de Donald Trump. Do ano passado para cá, foram pelo menos dois ataques a Teerã, o primeiro em junho de 2025 e o mais recente no último sábado. Em todos eles, o suposto programa nuclear iraniano aparece como a principal motivação, mas os especialistas questionam o argumento.
“A motivação dos Estados Unidos tem a ver com redesenhar a geopolítica no Oriente Médio e, ao mesmo tempo, evitar que qualquer governo hostil aos seus interesses, assim classificado pelos EUA, permaneça no poder. Do ponto de vista de Israel é, ao atacar o Irã, ele entende que está atacando a fonte principal de financiamento para grupos hostis ao Estado israelense”, Roberto Goulart Menezes, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília.
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