No Congresso, um grupo de parlamentares protocolou hoje mais um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O ministro já é alvo de dezenas de pedidos de impeachment na Casa, de diferentes temas, mas nenhum deles avançou.
Esse pedido chegou na tarde desta segunda-feira (9) no Senado, protocolado por parlamentares do Partido Novo e encabeçado pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à presidência da República em outubro. A base é a suposta troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, a partir de reportagens da imprensa.
Os parlamentares afirmam que o ministro teria procedido de modo incompatível com o decoro e que teria cometido erros gravíssimos que podem caracterizar crimes de responsabilidade. Moraes afirmou publicamente, na semana passada, que as mensagens vazadas não foram direcionadas a ele.
Aliado a isso, o Partido Novo também prometeu recorrer ao Conselho de Ética do Senado para pedir o afastamento imediato do presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), por não ter dado andamento a dezenas de outros pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes.
Também hoje, o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, negou qualquer vazamento de informações sigilosas sobre o tema e disse que a CPMI recebeu menos de 1% da quebra de sigilos de Daniel Vorcaro.
Depoimento
Mais cedo, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado manteve para a terça-feira (10) a previsão de ouvir o banqueiro. Não tem nada confirmado, ele tem o direito de não comparecer.
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