Com as chamadas canetas emagrecedoras cada vez mais populares, os bares e restaurantes já começam a sentir o efeito das mudanças de hábito dos consumidores. Neste restaurante a comida típica da Bahia é servida em pratos fartos. A ideia é que nas mesas grandes se coma à vontade. Tem uma boa variedade de cachaças também. Só que de uns tempos para cá começaram a surgir clientes que têm vontade de comer uma moqueca ou um baião de dois, mas não têm apetite para essa fartura toda.
“Outro dia eu recebi uma cliente, ela pediu um bobó individual. Eu tenho grande, médio e individual. Ela pediu um individual e, quando eu fui mostrar a vasilha para ela, para ela ter ideia do formato que era, do que ela ia consumir, ela falou: 'Ah, eu vou ter que voltar outro dia com um amigo'”, conta Luísa Saliba, dona do restaurante Rota do Acarajé.
Porções menores, pratos divididos e poucas sobremesas. São mudanças de comportamentos que os donos de bares e restaurantes percebem, causadas pela disseminação das chamadas canetas emagrecedoras, que são medicamentos que reduzem o apetite. Três em cada cinco empresários do ramo já notaram a influência dos remédios no consumo dos clientes.
A pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes mostra um impacto maior nos pedidos de sobremesas, relatado por 65% dos donos de restaurantes. Desses, um em cada cinco dizem que caíram muito os pedidos de doces. Apesar do impacto dos novos remédios para emagrecer, essas mudanças de hábitos têm múltiplos fatores.
“Estão acontecendo ao mesmo tempo algumas mudanças geracionais também, e as pesquisas mostram que as gerações mais novas têm uma tendência a mudar o comportamento em relação ao consumo de álcool, seja com drinks diferentes, seja com drinks até mesmo sem álcool”, afirma José Eduardo Camargo, líder de conteúdo da Abrasel.
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