Uma pesquisa do Sebrae mostra que a maior parte dos pequenos empresários acredita que o fim da escala 6 por 1 não terá impactos negativos sobre os negócios. Já no comércio varejista, ainda há resistência à proposta.
Débora é vendedora em uma loja no Brás, na região central de São Paulo. Ela trabalha de segunda a sábado, das 7h às 17h. Nessa rotina, muitas vezes a própria vida é deixada de lado.
O Brás, no centro de São Paulo, é uma das principais áreas de comércio popular do país. São 15 mil estabelecimentos comerciais e 200 mil trabalhadores diretos. Por aqui a jornada é sempre de segunda a sábado. Fernando Alves, que vive puxando esse carrinho o dia todo, sabe bem como é difícil.
Um levantamento do Sebrae ouviu pequenas empresas e empreendedores de todo o país. A maioria, 62%, não vê impacto negativo com o fim da escala 6x1.
Segundo o Sebrae, 11% dos entrevistados acreditam que os impactos serão positivos. Para 51%, a mudança não causará nenhum impacto ao negócio. Para 27% dos pequenos empresários os impactos serão negativos. 11% não souberam opinar.
No Brás, a associação de lojistas do Brás não apoia o fim da escala 6x1, mas defende uma redução das horas trabalhadas.
Um outro levantamento da Nexus aponta que 82% dos brasileiros de 16 a 40 anos são a favor do fim da escala 6x1, sem redução salarial.
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