O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou hoje de uma audiência na CPI do Crime Organizado.
Galípolo prestou esclarecimentos sobre a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master e afirmou que o processo seguiu todos os critérios técnicos e legais.
Entre os esclarecimentos prestados na CPI do Crime Organizado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que se reuniu, em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, com o presidente Lula e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo Galípolo, o encontro teve caráter estritamente institucional.
Galípolo também negou ter discutido o Banco Master com integrantes do Judiciário. Segundo ele, os contatos com ministros do Supremo ocorreram em função da Lei Magnitsky.
O presidente do Banco Central afirmou ainda que não havia base legal para suspender as atividades do Banco Master antes do fim de 2025. Disse também que auditorias e processos internos não identificaram responsabilidade do ex-presidente Roberto Campos Neto.
Sobre o sigilo de oito anos no processo de liquidação do banco, Galípolo afirmou que a medida segue as normas da autoridade financeira.
O presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato, classificou a participação de Galípolo como técnica, segura e imparcial e lamentou a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de não prorrogar os trabalhos da comissão, que deve encerrar as atividades na próxima terça-feira, dia 14.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi convocado pela segunda vez para a audiência desta quarta-feira, mas não compareceu.
Ele alegou que a decisão do ministro André Mendonça, que o desobrigou de participar da convocação anterior, também se aplicaria à sessão de hoje.
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