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Desmatamento cai na Amazônia; no Cerrado, degradação aumenta

Repórter Brasil

No AR em 10/04/2026 - 19:00

A Amazônia registrou, neste primeiro trimestre do ano, o segundo menor desmatamento do período. Já no Cerrado, a degradação aumentou nos três primeiros meses do ano. Essas informações são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora os biomas em tempo real.

Os satélites do Inpe registraram 399 km² de floresta derrubada nos três primeiros meses deste ano. Apesar de expressivo, esse valor representa uma queda de cerca de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Antes disso, o menor nível de degradação do bioma num primeiro trimestre havia sido registrado em 2017.

Já no Cerrado, depois de fecharmos 2025 como o ano em que o bioma registrou o menor valor de desmatamento dos últimos cinco anos, a degradação voltou a crescer. Nos três primeiros meses de 2026, a área de vegetação nativa derrubada chegou a 1.466 km², representando o pior primeiro trimestre da série histórica.

Vale ressaltar que a medição de desmatamento no Brasil considera o tempo entre agosto de um ano e julho do outro. Dessa forma, segundo o monitoramento do Inpe, a tendência é de que a Amazônia encerre o período com desmatamento cerca de 30% menor que o registrado no ano anterior. Já para o Cerrado, a previsão é de que a situação se mantenha parecida com a do ano passado, com um leve aumento de cerca de 0,2% de vegetação derrubada.

O desmatamento no Cerrado é apontado como um dos principais responsáveis pela diminuição da vazão dos rios, ao retirar do bioma sua capacidade de reter água e de proteger as nascentes. Um estudo recente da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra um cenário em que, até 2050, o Cerrado pode perder um terço de suas águas, o que terá impacto sobre todos os demais biomas.

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Criado em 10/04/2026 - 22:05

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