Os tripulantes de um navio africano que passaram quase dois meses à deriva no Oceano Atlântico seguem no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, e recebem assistência.
Um dos estrangeiros já deixou o país, mas a maior parte do grupo ainda aguarda a regularização da situação migratória e o conserto da embarcação para seguir viagem até o destino final, a Guiné-Bissau.
O navio-tanque está atracado no porto desde o dia 27 de março, após a tripulação ser resgatada pela Marinha do Brasil e a embarcação rebocada até Fortaleza.
O navio ficou à deriva por causa de uma falha no sistema hidráulico, depois de sair de Dakar, capital do Senegal. A viagem, que duraria cerca de 48 horas, já se estende por quase dois meses.
Quando foram localizados, os tripulantes estavam em condições precárias, com restrição de água potável e alimentação.
Dos 11 tripulantes, um deles, de nacionalidade holandesa, já retornou ao país de origem. Os outros 10 permanecem no navio, no Porto do Mucuripe.
Desde a chegada ao Ceará, a Secretaria dos Direitos Humanos do estado atua para garantir assistência humanitária ao grupo, com oferta de alimentação, itens de higiene, atendimento de saúde e apoio psicológico.
O governo também verifica a situação documental dos tripulantes para garantir que todos possam retornar com segurança e dignidade.
A secretaria atua ainda na articulação para a concessão de autorizações especiais de desembarque.
Enquanto aguardam a regularização migratória, os tripulantes ainda não têm autorização para circular livremente pela cidade.
A expectativa é que, após a conclusão dos trâmites burocráticos e o conserto do navio, o grupo possa finalmente retornar para casa.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.