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Em fortaleza, grupo resgatado no mar segue sem previsão de retorno

Repórter Brasil

No AR em 08/04/2026 - 19:00

Os tripulantes de um navio africano que passaram quase dois meses à deriva no Oceano Atlântico seguem no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, e recebem assistência.

Um dos estrangeiros já deixou o país, mas a maior parte do grupo ainda aguarda a regularização da situação migratória e o conserto da embarcação para seguir viagem até o destino final, a Guiné-Bissau.

O navio-tanque está atracado no porto desde o dia 27 de março, após a tripulação ser resgatada pela Marinha do Brasil e a embarcação rebocada até Fortaleza.

O navio ficou à deriva por causa de uma falha no sistema hidráulico, depois de sair de Dakar, capital do Senegal. A viagem, que duraria cerca de 48 horas, já se estende por quase dois meses.

Quando foram localizados, os tripulantes estavam em condições precárias, com restrição de água potável e alimentação.

Dos 11 tripulantes, um deles, de nacionalidade holandesa, já retornou ao país de origem. Os outros 10 permanecem no navio, no Porto do Mucuripe.

Desde a chegada ao Ceará, a Secretaria dos Direitos Humanos do estado atua para garantir assistência humanitária ao grupo, com oferta de alimentação, itens de higiene, atendimento de saúde e apoio psicológico.

O governo também verifica a situação documental dos tripulantes para garantir que todos possam retornar com segurança e dignidade.

A secretaria atua ainda na articulação para a concessão de autorizações especiais de desembarque. 

Enquanto aguardam a regularização migratória, os tripulantes ainda não têm autorização para circular livremente pela cidade.

A expectativa é que, após a conclusão dos trâmites burocráticos e o conserto do navio, o grupo possa finalmente retornar para casa.

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Criado em 08/04/2026 - 22:50

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