O empresário Maurício Camisotti, envolvido no esquema de descontos ilegais do INSS, assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Preso desde setembro, a expectativa é que a colaboração abra caminho para a concessão de prisão domiciliar.
Camisotti confessou à PF participação no esquema fraudulento do INSS e, em seguida, assinou um acordo de delação premiada. A Polícia Federal, então, já colheu o depoimento do empresário, que atua no ramo de planos e seguros de saúde. Em seguida, esse documento com o depoimento de Camisotti foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente ao ministro André Mendonça, que agora é o responsável por analisar toda a documentação e decidir se valida a delação premiada.
De acordo com parlamentares da CPMI do INSS, a família Camisotti movimentou, com os desvios ilegais nas aposentadorias e pensões do INSS, um valor cinco vezes maior do que foi desviado pelo "Careca do INSS", Antônio Carlos Antunes, que é tido como um dos principais articuladores do esquema fraudulento. Seria um valor acima de R$ 350 milhões desviados. Inclusive, o filho do empresário, Paulo Camisotti, também estaria envolvido no esquema de fraudes, de acordo com as investigações.
Procurada, a defesa do empresário informou que não vai se pronunciar.
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