No Rio Grande do Norte, uma iniciativa inovadora une sustentabilidade, economia e inclusão social. Foi inaugurada no assentamento da comunidade de Mulunguzinho, na zona rural de Mossoró, a primeira lavanderia agroecológica da América Latina.
O projeto promete transformar a rotina e gerar novas oportunidades para centenas de famílias da zona rural. A reportagem é da UERN TV, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Com menos horas dedicadas ao trabalho doméstico pesado, mulheres da comunidade passam a ter novas oportunidades de renda e participação social.
A comunidade Mulunguzinho, na zona rural de Mossoró, celebra um marco importante: a inauguração da primeira lavanderia agroecológica da América Latina. O espaço integra práticas sustentáveis, geração de economia e promoção de dignidade no cotidiano dos moradores. Ao todo, vão ser investidos mais de R$ 5 milhões.
“Essa é a primeira lavanderia agroecológica da América Latina. O que quer dizer isso? Nós fizemos um projeto experimental, são nove lavanderias que estão sendo implementadas, cinco aqui no Rio Grande do Norte, onde a gente vai ter captação de água da chuva, vai ter energia solar, reuso dessa água e espaço para as mulheres gerirem essa lavanderia e também cuidarem das suas crianças enquanto fazem esta atividade do cuidado”, explica Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar substituta.
A água utilizada na lavagem das roupas passa por um sistema de filtragem natural e é reutilizada na irrigação de plantas, reduzindo o desperdício e promovendo o uso consciente dos recursos hídricos.
Alexandre Lima (Ex-secretário da SEDRAF): Nós temos também toda a sustentabilidade, por exemplo, com energia solar e o tratamento do efluente para a... o cultivo agroecológico, né? Isso tudo monitorado pelos pesquisadores e pesquisadoras da UFERSA.
Neide Silva (Moradora da comunidade): Para nós, que trabalha na agricultura todo dia, vai ser dez. Sabe por quê? A gente deixa aqui, vai para casa, bota o feijão no fogo, bota o comer para uma galinha, bota o comer para um porco... Quando a gente voltar, está escorrendo e a gente vai só levar, estender. Porque de primeiro, a gente ia buscar água no barreiro, chegava, fervia, chegava, ia lavar roupa na mão. Era muito difícil.
Um projeto que vai além da infraestrutura e se firma como um instrumento de justiça social.
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