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Regras para bicicletas elétricas preocupa especialistas em segurança

Repórter Brasil

No AR em 07/04/2026 - 19:00

A Prefeitura do Rio de Janeiro criou regras para a circulação de patinetes, bicicletas elétricas e ciclomotores autopropelidos, que são aqueles que funcionam sem pedais. Mas especialistas em segurança no ciclismo criticam algumas dessas medidas e questionam se será possível fiscalizar e responsabilizar todos os infratores.

Nos últimos anos, os patinetes, bicicletas e ciclomotores elétricos de duas e três rodas passaram a ser cada vez mais usados como meios de lazer e mobilidade urbana. O aumento na circulação desse tipo de veículo também preocupa por causa do crescimento no número de acidentes.

Um levantamento do Corpo de Bombeiros mostra que, nos primeiros meses de 2026, já foram registradas 42 colisões envolvendo ciclomotores autopropelidos na cidade do Rio.

Um caso recente chamou atenção: uma mãe e um filho, que estavam em uma bicicleta elétrica, morreram após serem atropelados por um ônibus em uma rua da zona norte sem ciclovia ou ciclofaixa.

Para quem defende um trânsito mais seguro, esse tipo de situação não é novidade. Especialistas avaliam que a segurança no trânsito deve ser tratada como uma questão de saúde pública, com participação de diferentes áreas, como saúde, educação, meio ambiente e transportes.

Segundo eles, sem uma atuação integrada e sem políticas voltadas à mobilidade ativa — que inclui pedestres, ciclistas e usuários de patinetes —, será difícil avançar na redução dos acidentes.

Entre os fatores que ajudam a explicar o problema estão a alta velocidade, a falta de infraestrutura adequada, a violência no trânsito e a ausência de políticas públicas.

O decreto da prefeitura estabelece que, nas ciclovias, só podem circular patinetes e bicicletas elétricas com pedais e velocidade de até 25 quilômetros por hora.

Nas calçadas, a circulação é proibida, com exceções sinalizadas e limite de 6 quilômetros por hora.

Já os ciclomotores autopropelidos, sem pedais, não podem circular em ciclovias e ciclofaixas.

Todos os veículos elétricos podem circular pelo lado direito das ruas com limite de até 40 quilômetros por hora. Em vias com limite de até 60 quilômetros por hora, apenas os ciclomotores são permitidos. Acima disso, nenhum desses veículos pode circular.

A regulamentação, no entanto, recebe críticas. Especialistas questionam como será feita a fiscalização, principalmente em relação à potência, velocidade e características dos veículos.

A Prefeitura do Rio também ampliou as ações educativas. Mais de 800 pessoas já foram abordadas pelas equipes, a maioria por uso irregular de ciclomotores em ciclovias.

Nesta fase inicial, ainda não há aplicação de multas. Os ciclomotores deverão ser emplacados e licenciados até 31 de dezembro de 2026.

A condução será permitida apenas para maiores de idade, com uso de capacete e carteira nacional de habilitação na categoria A.

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Criado em 07/04/2026 - 22:10

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