Às vésperas das negociações para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a fazer ameaças contra o país persa. As negociações começam oficialmente amanhã em Islamabad, no Paquistão. Do lado dos Estados Unidos um dos negociadores é o vice-presidente J.D. Vance, o que mostra a importância desse acordo para os norte-americanos. Ao embarcar para a cidade, nesta sexta-feira (10), Vance disse que está otimista. Já Donald Trump voltou a fazer ameaças ao Irã.
Em sua rede social, ele disse que o Irã não tem cartas na manga a não ser uma extorsão mundial de curto prazo usando vias marítimas internacionais. E que a única razão de eles estarem vivos hoje é para negociar. Trump referia-se ao anúncio feito pelo líder supremo do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, que afirmou que a travessia de navios petroleiros pelo estreito de Ormuz terá novas regras a partir de agora, provavelmente com cobrança de taxas para as rotas comerciais.
Ele também disse que navios norte-americanos estão sendo carregados com as melhores armas caso os países não cheguem a um acordo.
O Irã, por outro lado, divulgou uma nova condição para o acordo: o desbloqueio de ativos iranianos no exterior. O país também voltou a afirmar que os Estados Unidos precisam cumprir o cessar-fogo e obrigar Israel a suspender os ataques ao Líbano antes do início das negociações.
Bombardeios no Líbano
Enquanto não há acordo, Israel segue bombardeando. Mísseis atingiram hoje cidades e vilas libanesas. Segundo o governo do Líbano, em Nabatieh, no sul do país, 13 integrantes das forças militares morreram em um ataque a um prédio público.
Em Tyre, este morador conta que teve que abandonar a casa com a família por medo das bombas. Hoje ele voltou para tentar buscar alguns pertences, mas diz que não sobrou quase nada. "Achei essa jaqueta e vou levar para o meu filho. Não há muito mais", disse.
Além dos quase dois mil mortos e mais de 20 mil feridos, os libaneses sofrem com os deslocamentos em massa. Mais de quatro milhões de pessoas tiveram que fugir de suas casas por causa dos ataques. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas também afirmou que o país enfrenta uma crise de segurança alimentar, já que a ofensiva israelense interrompeu o abastecimento de mercadorias e elevou os preços.
Caminho do petróleo
A movimentação próximo ao Estreito de Ormuz tem crescido. As embarcações têm circulado com a escolta do Irã.
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