O governo federal aumentou a classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos no Brasil. A decisão foi tomada após análise técnica que apontou a presença de conteúdos inadequados para menores, como violência, linguagem imprópria e conteúdo sexual.
A medida faz parte da regulamentação do Estatuto da Criança e do Adolescente no ambiente digital, que passou a valer este ano.
Na prática, o YouTube vai indicar a faixa etária recomendada — a partir de 16 anos — com o selo exibido no início dos vídeos. A reclassificação é apenas informativa e não impede que menores assistam ao conteúdo, que continua disponível na plataforma.
A empresa, que pertence ao Google, pode recorrer da decisão em até dez dias.
Atualmente, plataformas digitais já têm ferramentas para restringir conteúdos a menores de 18 anos. A Meta, responsável pelo Facebook, anunciou que vai ampliar as medidas de proteção para contas de adolescentes em países da União Europeia e nos Estados Unidos.
A empresa utiliza tecnologia para identificar perfis que possam pertencer a adolescentes, mesmo quando o usuário informa uma idade maior, e aplica automaticamente restrições de acesso a determinados conteúdos.
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