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Brasil e EUA retomam diálogo e iniciam negociações sobre terras raras

Repórter Brasil

No AR em 08/05/2026 - 19:00

O encontro entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve entre os principais destaques a sinalização de abertura do Brasil para a exploração de terras raras, minerais estratégicos usados na indústria tecnológica e de defesa.

A reunião também marcou uma retomada das relações políticas e comerciais entre os dois países, depois das turbulências do ano passado, como a Lei Magnitsky e o tarifaço de 50% imposto sobre produtos brasileiros.

A avaliação de analistas é que o encontro de alto nível abre caminhos e traz perspectivas positivas para a economia brasileira. Primeiro porque, do ponto de vista diplomático, o Brasil ganha ao menos 30 dias sem risco de novas tarifas.

O país continua sendo investigado pelos Estados Unidos na chamada Seção 301, mecanismo usado pelo governo norte-americano para apurar práticas comerciais consideradas desleais. A investigação envolve o Pix e outros temas comerciais.

Ficou definido que um grupo de trabalho entre Brasil e Estados Unidos vai se reunir para conversas técnicas sobre o assunto nas próximas semanas. Até lá, não há previsão de novo aumento tarifário.

Outra avaliação é que os Estados Unidos também têm interesse em fortalecer os negócios com o Brasil. Analistas apontam que a economia norte-americana enfrenta dificuldades, como inflação persistente e juros elevados, o que pressiona a popularidade de Donald Trump.

Segundo o  especialista da GCB Investimentos, Roberto Dumas,  o Brasil agora negocia em um patamar diferente daquele vivido durante o tarifaço. Temas políticos, como Bolsonaro e a Lei Magnitsky, deixaram de ocupar o centro das conversas e deram lugar a negociações diplomáticas e comerciais.

Do ponto de vista geopolítico, a repercussão do encontro foi considerada positiva tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Analistas destacaram que havia expectativa sobre o comportamento de Trump durante a reunião, especialmente após episódios de constrangimento público envolvendo outros líderes internacionais. Mas, segundo eles, o encontro com Lula ocorreu em tom cordial, com troca de elogios entre os dois presidentes.

Outro ponto que chamou atenção foi a duração da reunião. O encontro entre Lula e Trump durou cerca de três horas, algo considerado incomum na agenda do presidente norte-americano.

Especialistas avaliam que essa aproximação ajuda o Brasil a equilibrar suas relações internacionais, reduzindo a dependência econômica da China e fortalecendo a posição brasileira como negociador no cenário global.

As terras raras devem continuar no centro da relação entre os dois países. A avaliação é que o tema interessa diretamente aos Estados Unidos, mas também pode representar uma oportunidade estratégica para o Brasil.

Analistas apontam que o país pode atrair investimentos norte-americanos para produção e manufatura no território brasileiro, com transferência de tecnologia e uso de mão de obra nacional.

Nesta semana, a Câmara aprovou o marco regulatório da política nacional de minerais críticos, proposta que ainda deve passar pelo Senado. O texto prevê exigências para empresas que atuarem no setor, como sede no Brasil, participação de trabalhadores brasileiros e transferência de tecnologia.

A expectativa é que, no futuro, o país avance não apenas na extração de minerais críticos, mas também na produção de semicondutores, chips e componentes tecnológicos ligados às terras raras.

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Criado em 08/05/2026 - 22:35

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