A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar brasileira. O relatório, que deve ser aprovado nos próximos dias, afirma que a morte de JK, em 1976, não foi acidental e pede a retificação da certidão de óbito do presidente que construiu Brasília.
Durante décadas, a versão oficial sustentou que Juscelino Kubitschek morreu em um acidente de trânsito na Rodovia Presidente Dutra, no interior de São Paulo. Mas um novo estudo da comissão chega a uma conclusão diferente: JK teria sido vítima de um assassinato político durante o regime militar.
De acordo com o relatório, existem evidências suficientes para reclassificar a causa da morte do ex-presidente. O texto ainda será votado pelos integrantes da comissão, mas a expectativa é de aprovação nos próximos dias.
A morte de Juscelino sempre gerou controvérsia. O acidente aconteceu em julho de 1976, em plena ditadura militar. JK estava no banco traseiro do carro quando o veículo colidiu na estrada.
A nova conclusão da comissão ocorre em um momento simbólico, às vésperas dos 50 anos da morte do ex-presidente.
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