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Congresso discute política de beneficiamento de terras raras

Repórter Brasil

No AR em 04/05/2026 - 19:00

O Brasil já é considerado uma potência mundial em as terras raras, um grupo de minerais de alto valor, com reservas expressivas no país. O desafio é combinar ciência com soberania. O Congresso Nacional iniciou a semana debatendo o tema. O deputado federal Arnaldo Jardim, do Cidadania de São Paulo, apresentou relatório sobre o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto incorpora sugestões de entidades, setores da mineração, especialistas e interlocução com o poder público. A lista de minerais críticos e estratégicos será definida por um conselho especial e revisada a cada quatro anos. Para o beneficiamento das terras raras, será necessário um certificado de mineração de baixo carbono, além de garantir a rastreabilidade, com identificação de origem, composição e destino final. 

Também estão previstos incentivos fiscais e linhas de crédito para pesquisa, preparação e transformação dos minerais de forma sustentável. Segundo o relator, a política deve aproveitar as reservas para desenvolver uma cadeia industrial interna de valor agregado, com geração de tecnologia e desenvolvimento. A previsão é de votação na Câmara ainda nesta semana.

As terras raras estão presentes no cotidiano, como em carros elétricos e smartphones. São um grupo de 17 metais, como lantânio, neodímio e disprósio, fundamentais para tecnologias avançadas. O Brasil possui reservas significativas, concentradas em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. Uma vantagem decorre do tipo de solo em zonas equatoriais e tropicais, que favorece a formação de perfis regolíticos mais maduros. Depósitos associados à argila iônica não exigem britagem ou moagem de rocha, permitindo extração e beneficiamento a partir de camadas com maior teor.

O mercado global é dominado por outros países. A China detém a maior reserva, com 44 milhões de toneladas (48,4% do total), seguida pelo Brasil, com 21 milhões de toneladas (23,1%), Índia (7,67%) e Estados Unidos (2,1%). Apesar disso, o Brasil tem participação industrial reduzida, com menos de 0,1% da produção mundial. 

A China concentra 69% da produção, seguida pelos Estados Unidos (11,54%) e pela Índia (0,7%). Para alterar esse cenário, o Congresso discute regras para atrair investimentos e agilizar licenciamentos ambientais. O objetivo é transformar as reservas em empregos e desenvolvimento, reduzir a dependência tecnológica externa e ampliar o uso de energias mais limpas. 

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Criado em 04/05/2026 - 19:00

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