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Desenrola amplia renegociação de dívidas e oferece até 90% de desconto

Repórter Brasil

No AR em 04/05/2026 - 19:00

O governo federal lançou hoje o Desenrola Brasil 2.0, programa para ajudar quem está endividado. A ideia é facilitar a renegociação dos valores devidos, com descontos que podem chegar a até 90%.

Também será possível usar parte do saldo do FGTS para quitar essas dívidas. O programa atende principalmente pessoas de baixa e média renda e inclui débitos do FIES, além de dívidas de pequenas empresas e produtores rurais.

A expectativa é que cerca de 20 milhões de pessoas sejam beneficiadas. A orientação para quem quiser aderir ao programa é procurar o banco onde tem a dívida para iniciar a negociação.

O Desenrola Brasil foi criado para renegociar dívidas com atraso entre 90 dias e dois anos, de pessoas que ganham até cinco salários mínimos — o equivalente a 8.105 reais.

Será possível negociar débitos de cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor e também do FIES. O programa prevê descontos que variam de 30% a 90%, com prazo de até quatro anos para pagamento e juros de, no máximo, 1,99% ao mês.

Além disso, há a possibilidade de usar até mil reais ou 20% do saldo do FGTS para quitar as dívidas. O limite da nova dívida, após os descontos, é de até 15 mil reais por pessoa, por instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações. O programa também inclui a renegociação de dívidas de micro e pequenas empresas e de agricultores familiares.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta envolve descontos médios de cerca de 65% e redução significativa dos juros, tornando as parcelas mais acessíveis.

A partir do início do programa, que começa amanhã, os clientes já podem buscar atendimento. A maioria das instituições financeiras deve oferecer opções de renegociação por aplicativos, sites ou diretamente nas agências.

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em plataformas de apostas online. E, a partir de agora, dívidas de até 100 reais não vão mais negativar o nome do consumidor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o objetivo é permitir que as pessoas limpem o nome e retomem a capacidade de consumo e planejamento financeiro.

Especialistas alertam que, apesar das condições facilitadas, é fundamental avaliar a situação financeira antes de aderir. O ideal é não comprometer gastos essenciais, como alimentação, moradia e educação, e só assumir parcelas que caibam no orçamento.

 

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Criado em 04/05/2026 - 21:55

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