Médicos afirmam que a hantavirose não representa risco para o Brasil, já que os casos no país são isolados e ocorrem nas regiões rurais. O recente surto do vírus em um navio de cruzeiro saído da Argentina acendeu o alerta em terras brasileiras.
A doença é transmitida por ratos silvestres. O Brasil já registra sete casos este ano, mas a virose não é considerada surto e nem há risco de epidemia.
O médico infectologista Alberto Chebabo descarta a possibilidade do hantavírus se espalhar no Brasil:
"A gente não tinha nenhum brasileiro nesse navio. A chance de chegar no Brasil é muito pequena porque as infecções secundárias que estão acontecendo com o pessoal que estava no navio vão ser contidas e esses pacientes vão ficar em isolamento, em quarentena, durante um tempo".
A variante que atingiu os passageiros do navio foi a Andina, a única que pode ser transmitida de pessoa a pessoa. As demais variantes só são transmitidas diretamente dos resíduos do rato silvestre para os humanos por inalação de poeira contaminada ou contato direto com a urina e as fezes dos roedores. É preciso, especialmente nas áreas rurais, ter o cuidado de usar máscara quando for limpar um celeiro ou um estábulo, para evitar a inalação da poeira.
"No Brasil, a virose é uma doença endêmica. São casos isolados que acontecem na grande maioria das vezes em região rural e em áreas de lavoura, de pequenas lavouras, de pequenos produtores, onde você não tem uma estrutura adequada de armazenamento desses grãos".
*Restrição de uso: Este conteúdo apresenta imagens de terceiros, impedindo sua publicação ou exibição em outras plataformas digitais ou canais de televisão que não sejam de propriedade da TV Brasil.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.