O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, e outros seis investigados foram presos nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal. Eles são suspeitos de formar uma organização criminosa que fraudava procedimentos de compras da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, beneficiando empresas ligadas ao grupo. O esquema envolvia a aquisição de materiais e a contratação de serviços, como reformas em escolas. No total, foram cumpridos sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão nas cidades de Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635, que prevê a atuação da Polícia Federal com foco na asfixia financeira e na interrupção da relação entre grupos criminosos e agentes públicos no estado.
Em fase anterior da mesma operação, chamada de “Unha e carne”, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e o deputado estadual Diego dos Santos Silva foram presos por envolvimento com a facção Comando Vermelho. Além de organização criminosa, os investigados podem responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
A defesa de Thiago Rangel nega que ele tenha praticado ilícitos e garante que prestará esclarecimentos. A Secretaria Estadual de Educação informou que realiza revisão administrativa dos procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo na rede estadual. A Assembleia Legislativa declarou estar à disposição das instituições para colaborar no esclarecimento dos fatos.
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